Descubro que um dos meus grandes problemas é que eu fico rindo na frente das pilhas de cd's que se avolumam na minha estante. Em frente à pilha de livros é a mesma coisa. Sabe quando a quantidade de livros é tamanha que você tem colocar os outros, na horizontal, por cima daqueles que já completam a estante? É isto. E as coleções de revistas, então? Eu olho, olho e fico me rindo, todo. Por que eu sou um doente que gosta de VOLUMES. Quantidades maciças de papéis encadernados e caixinhas de acrílicos com grossos encartes fazem a alegria do meu cérebro demente. Nem preciso muito ouvir a música algumas vezes. Ganho ou compro um novo cd e o coloco sobre a pilha que começa a adquirir torções que desafiam as leis da física e fico ali, me rindo, que nem guri abobado. Os livros, compactados, vou amontoando por cima dos outros, como naquelas tôscas arrumações de bibliófilos enlouquecidos, e deixo ali, feliz por que já não tem mais lugar decente para uma decente arrumação com todos os padrões que os livros deveriam obedecer para ser facilmente achados. Minha organização atende somente ao apelo emocional. Eu sei onde os livros estão por fatores inerentes à qualquer lógica alfabética, cronológica ou coisa que o valha. Ah, o Jorge Amado? Tá ali naquele canto por que aquele dia eu fiquei enlevado olhando o Gabriel García Márquez e achei que os dois se dariam bem juntos. As coisas seguem mais ou menos esta lógica. É. Eu sei que sou doente.
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Alessandro Garcia nasceu em 1979, em Porto Alegre. Autor de A sordidez das pequenas coisas (Não Editora, 2010), finalista do Prêmio Jabuti 2011, segundo colocado no Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional e com conto traduzido para o espanhol na Revista Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional.
Em 2016 participou, com o conto Cachorro correndo sem cabeça, da coletânea Cobain. Em 2015, publicou Agora que Estamos de Volta pelo selo Formas Breves, da e-galáxia, editora na qual também participou da coletânea Contos de Natal, em 2014. Publicou nas coletâneas É Assim que o Mundo Acaba (Editora Oito e Meio, 2012), Assim você me mata (Terracota, 2012), Ficção de Polpa Vol. 3 (Não Editora, 2009), Ficção de Polpa Vol. 1 (Fósforo, 2007; Não Editora, 2008) e em revistas como Ficções e Cult, além de ter conto traduzido para o inglês no Contemporany Brazilian Short Stories e para o espanhol da Cuentos Brasileños de la Actualidade.
Escreveu o perfil do escritor Jonathan Franzen para o livro Por que Ler os Contemporâneos? (Dublinense, 2014). É editor da revista de contos Flaubert.
Arquivo
Booktrailer
SOBRE
- Resenha Amálgama: "Um grande livro."
- Resenha Digestivo Cultural: "A sordidez de Alessandro Garcia"
- Resenha Ivana Arruda Leite: "A sordidez das pequenas coisas"
- Resenha Meia Palavra: "A sordidez das pequenas coisas"
- Entrevista no Paralelos: O Globo Online
- Entrevista programa Estação Cultura, TVE
- Booktrailer de "A sordidez das pequenas coisas"
- Sinopse Não Editora
- Resenha do "Ficção de Polpa".
- Entrevista no Portal Literal
- [MAIS]










